Jair Bolsonaro (PSC-RJ) passou pelo Recife nesta terça-feira e garante que não é homofóbico
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De passagem relâmpago pelo Recife
nesta terça-feira (30), o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) reforçou a
intenção de disputar a presidência da República em 2018 e disse que vai
trabalhar para desfazer a imagem que parte da população tem sobre ele.
"Vamos, ao longo do tempo, independente de campanha política ou não,
desfazendo esses rótulos que botaram em mim. 'Ah, não gosta de mulher'.
Por que não gosta de mulher? Onde eu falei que não gosto de mulher?
Falam que sou homofóbico. Onde eu falei que sou contra gay? Sou contra o
material escolar (ele chamou o material Escola sem homofobia, do
governo federal, de "kit gay").
Ah, o cara é racista.
Meu sogro é o Paulo Negão, aqui de Crateús, no Ceará. Sou contra as
cotas. Por que tem cota para afrodescendente e não para nordestino? Como
regra, são dois povos sofridos. O governo do PT sempre apostou na
divisão de classes para, ao dividir, nos enfraquecer e continuar no
poder", afirmou.
Defensor da renúncia do presidente Michel Temer (PMDB), Bolsonaro disse que não acredita que o peemedebista irá abdicar do cargo.
"Na política, lamentavelmente a maioria dos políticos trabalha para
si. Se o Temer renunciar ao mandato fica como uma pessoa normal, sem
foro privilegiado e pode receber uma sentença de prisão da primeira
instância a qualquer momento e por isso ele não vai renunciar", avaliou.
De acordo com Bolsonaro, o impeachment dificilmente deve se
concretizar. Já em relação ao julgamento da chapa Dilma Rousseff
(PT)-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o deputado disse
que não arriscava nenhum palpite.
"Quanto ao TSE, não sabemos o que vai acontecer. Antes do episódio
dos porões da democracia do Temer, muitos davam como certo a não
cassação da chapa. Agora, está na dúvida. Quanto ao impeachment, passa
por uma pessoa, o presidente da Câmara dos Deputados. Não acredito que o
Rodrigo Maia (DEM-RJ) venha deferir esse pedido porque lá na frente ele
passaria a ser a bola da vez porque é citado também na Lava Jato",
disse.
Jair Bolsonaro reforçou que é contra as eleições diretas caso Temer deixe o posto de presidente da República.
A VISITA
A
passagem de Bolsonaro pelo Recife nesta terça ocorreu devido ao
sepultamento do ex-jogador do Santa Cruz, Sebastião Tomaz de Aquino,
conhecido como “Paraíba, o Canhão do Arruda”, sobrevivente do
atentado terrorista ocorrido no Aeroporto Internacional dos Guararapes em 25 de julho de 1966.
O corpo do ex-jogador foi no Cemitério de Santo Amaro, na área central
da capital pernambucana, local onde Bolsonaro conversou com os
jornalistas.
"Sebastião Tomaz era um guarda civil e estava no aeroporto aguardando
o general Costa e Silva, que estava vindo fazer campanha, alguns falam
em Ditadura, mas o general tava vindo fazer campanha junto à bancada de
parlamentares porque a eleição era indireta naquele momento. Foi um ato
terrorista. Eu conheci o Sebastião há um ano e pouco atrás, fiz amizade
especial com a filha dele e resolvi passar por aqui. Ele foi ferido por
uma bomba da Ação Popular, da esquerda brasileira, essa esquerda que diz
que lutava por democracia”, declarou Bolsonaro.
Durante a visita ao Recife, policiais militares que estavam nas
proximidades do cemitério de Santo Amaro pediram para tirar fotos com
Bolsonaro.
BLOG LELSON SANTOS