Cerca de mil vaqueiros se reuniram neste domingo (3) no Povoado do Capim, na Zona Rural de Petrolina,
no Sertão pernambucano, para celebrar um ano da morte do radialista
Carlos Augusto, um dos grandes defensores da cultura nordestina. Uma
data que é uma mistura de saudade e alegria pela permanência da tradição
da Jecana Oficial do Brasil, uma festa criada pelo radialista para
preservar a vida do jumento, um animal típico da região e que já quase
foi extinto.
A
festa já está na 45ª edição. Tinham vaqueiros de várias cidades e
idades. Eles fizeram a primeira parada para um café da manhã debaixo na
Ponte do Boqueirão, no povoado e relembravam inúmeras histórias sobre o
idealizador da Jecana.
Ao chegarem para a missa, os vaqueiros
encontravam admiradores e familiares de Carlos Augusto, que os receberam
para a celebração religiosa. Quem comandou as homenagens ao radialista
foi a filha Maíra Mousinho, que estava a cavalo.
A missa foi celebrada em frente à igreja
do Capim pelo padre José Guimarães. O coral aboio de Serrita, também no
Sertão pernambucano, animou a festa. Um dos momentos mais emocionantes
foi quando a filha entregou ao religioso o gibão que pertencia a Carlos
Augusto.
Um ano de morte
O radialista Carlos Augusto Amariz Gomes faleceu no dia 2 de abril de 2015, aos 74 anos, após uma parada cardíaca.
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