Integrantes do grupo Beatriz Clama por Justiça‘,
estiveram na manhã deste domingo (10), no complexo gastronômico do
Bodódromo, no bairro Areia Branca, Zona Leste de Petrolina, no Sertão de
Pernambuco, para colher assinaturas para um abaixo-assinado que será
entregue ao governador do Estado, Paulo Câmara.
O objetivo é garantir apoio do governo para cobrar celeridade nas
investigações do Caso Beatriz. A criança foi morta com cerca de 42
facadas dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, um dos mais
tradicionais colégios particulares de Petrolina. O crime ocorreu dentro
da quadra onde acontecia a solenidade de formatura das turmas do
terceiro ano.
O corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma
sala de material esportivo que estava desativada depois de um incêndio
provocado por ex-alunos do colégio. Neste domingo (10), o crime completa
sete meses e até o momento nenhum suspeito foi preso.
Segundo Daniele Reis, que faz parte do grupo, cerca de quatro mil
assinaturas já foram colhidas. “Todo esse material será encaminhado e
apresentado, junto com um grupo e com os pais de Beatriz, ao Governo do
Estado. Estamos cobrando mais emprenho da Polícia Civil e do Ministério
Público no caso. É também para enfatizar que o grupo e a sociedade não
vão deixar o crime cair no esquecimento. Pelo fato de ter sete meses, a
população fica um pouco desacreditada”, disse. O trabalho será feito até
a confirmação da data do encontro com o governador.
A auxiliar de serviços gerais Maiza Souza fez questão de participar da
ação e destacou a importância do movimento. “É bom porque pode ter mais
agilidade no caso, porque é um descaso com a família. Todo mundo quer
saber quem foi. Então, para isso, tem que ter apoio de pessoas que
possam entrar de forma mais forte. Todo mundo tem que assinar porque
quanto mais rápido resolver essa questão, melhor”, enfatizou.
Em abril, Marceone Ferreira disse, em uma entrevista, que, pelo menos,
cinco pessoas que eram funcionários do colégio podem ter participado do
crime. Segundo o delegado, essas pessoas mentiram ou entraram em
contradições durante os depoimentos. Mas, ele alegou que até o momento
não tinha provas suficientes para pedir a prisão de possíveis envolvidos
na morte.
G1 Petrolina
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