Os
policiais civis que atuam na delegacia do bairro Ouro Preto, em
Petrolina, precisam comprar água para beber e pagar a limpeza da
delegacia devido a falta de infraestrutura da Delegacia, além da munição
vencida, armamento defasado, efetivo insuficiente e falta de coletes
para os policiais.
Com a
situação precária, o sindicato de Policiais Civis de Pernambuco
(Sinpol-PE) solicitou ao Ministério Público a interdição da unidade. São
muitos problemas como infiltração nas paredes, entulho acumulado no
corredor, rede elétrica danificada e o cheiro insuportável que sai das
celas.
O
presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros, diz que a falta de estrutura
afeta nas investigações e gera impunidade. “Essa falta de estrutura na
Polícia Civil, na verdade falta de gestão na polícia que investiga os
crimes no nosso estado. Os inquéritos ficam paralisados e as
investigações não andam. Os criminosos não são presos e ocorre a
impunidade e isso é um incentivo à violência”, revela.
Devido a
falta de estrutura, o Sinpol pede a interdição da Delegacia do Ouro
Preto. “Toda essa falta de estrutura a gente está pedindo a interdição e
que o Ministério Público avalie a interdição da delegacia do Ouro
Preto, porque não dá para os policiais fazerem as atividades de
investigação em um ambiente totalmente insalubre, até para receber um
cidadão aqui é inadequado”, argumenta Cisneiros.
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